Parabéns ao Autor, Victor C.
e, porque não?
cada um na sua vez, num tom de quem tem,
talvez, o condão de tocar, para além do violão,
a pele do coração e fazer estremecer
qualquer ser que não seja aquilo que apenas se veja,
e não veja apenas aquilo que se vê…
… e, porque não?
… soltar as notas sem que haja dó em mim
sempre que o solfejo me diga que também faz sol, lá, sim,
nessa vida dedilhada em frenesim, pizzicato, sorriso e acorde,acordando como quem beija, vivendo como quem morde!
Claves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias,
partituras e tablaturas, sempre cheias, nada feias,
nada disto atrapalhando e sempre arriscando a voz,
para não estarmos sós, mesmo estando apenas nós
e o violão na mão, bastando afinar pelo diapasão,
disfarçar a rouquidão e, mesmo sem ter um vozeirão,
cantar uma canção, espantando, assim, a dor e a solidão,
enquanto o dia for dia!
… E quem não toca violão,
que cante e encante e, por fim, sorria…
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