Fomos morar em 1973, na cidade de Corumbá - MS.
Um ano e meio de muitas curiosidades e lembranças inesquecíveis.
Na capital Campo Grande, embarcamos e ficamos a noite inteira em um uma cabine com beliches .Quando amanheceu, bateram na porta para entregar uma bandeja com o café da manhã. Tudo simples, mas, maravilhoso.
Não tem como esquecer o barulho do trem.
Eu tinha 10 anos e nesta idade já tem uma certa "independência", principalmente em uma cidade de interior do Mato Grosso do Sul.
Adorava meu Colégio Ginasial, GENIC (irmãs católicas, salesianas). As freiras tiveram uma ideia curiosa e bonita. Quando os alunos escutassem a música do Roberto Carlos: "O Homem", canção lindíssima descrevendo Jesus Cristo, os alunos tinham que se dirigir às salas de aula.
Nesta região tem muitos árabes e turcos e tinha uma colega que tinha cabelos longos e negros e não consigo esquecer até hoje o perfume de sabonete PHEBO (preto), que se espalhava por toda a sala de aula.
Na volta do Colégio não podia deixar de passar na padaria e comprar a melhor coxinha de galinha do mundo. É claro que eu comia no percurso para casa e ninguém nunca soube kkkkk
A colega mais chegada a mim, Lúcia Philbois, era filha de um joalheiro importante da cidade.
Ela pediu aulas de violão comigo e anos depois descobri que canta e toca muito bem.
Os filhos de militares que moravam nesta época e ficaram muito nossos amigos, eram também, muito moleques. Um deles, Luiz Carlos, me jogou dentro da piscina com roupa e sacola, inacreditável. Resolvi me "vingar" e indiquei para ele e irmãos, um cinema na cidade que era famoso pelas pulgas kkkkkkk estão se coçando até hoje hehehe
Um dos irmãos (Paulinho), me convidou para passear de bicicleta (monark azul), quando eu notei, ele entrou em um bairro barra pesada. No dia seguinte, furtaram minha bicicleta de dentro do quarto onde guardávamos, pelo menos a dele também foi.
Fizemos um passeio de trem até à fazenda de um amigo (Mônaco) da cidade. O detalhe é que a água da enchente (1974) ainda não tinha escoado. Foi impressionante. O som do trem passando na água foi incrível. Chegando lá, fomos buscados com uma carreta de bois. A água quase tocava em nós. Até hoje não sei porque meus pais fizeram esta aventura. Durante o percurso de trem tinham vários jacarés à vista.
Tivemos um periquito todo verde, de estimação. Ele falava algumas palavras e cortamos as pontas das asas para ele circular pela casa. Eu adorava a "Cocota". Ele não podia ver minha irmã kkkk
Tivemos dois gatos, paixões do nosso irmão Mauro (Mau Mau ou Maurinho)
Minha mãe fez muitos trabalhos voluntários nesta época, sempre foi um grande exemplo para nós. Às vezes a acompanhava quando ia cantar e tocar no Asilo da Cidade. Levava fumo de rolo para os velhos e balas para as senhoras. Hoje sabemos que não se deve levar fumo e alimentos para os idosos.
Se dizia apaixonada pelo por do sol de Corumbá. Esta cidade fica ao lado do rio Paraguai, fronteira com a Bolívia (Puerto Suares).
Devido ao seu talento com o canto e violão, era convidada para cantar em algumas festas e nos Retiros da Igreja Católica.
Ela aperfeiçoou o dom da pintura de quadros a óleo e o Professor era Paraguaio (Burgos). Muitos foram presenteados com suas obras de arte.
Fomos "apresentados" para a barata d'água. Elas circulavam dentro da piscina do Clube Corumbaense. Só com um calor de 40 graus para tomar banho com elas hehehe
Estávamos morando em Corumbá quando teve a enchente de 1974, o rio Paraguai = Pantanal, transbordou. As baratas d'água, perderam seus ninhos e vieram se acomodar nas piscinas dos Clubes. Era valentia tomar banho com elas. São grandes, cascudas e com garras. Olhem no google.
Trouxemos de lembrança os ponchos feitos pelas bolivianas, com pelo de Lhamas.
Passeamos de lancha no rio Paraguai e paramos em um sítio que nos presentearam com cana de açucar.
Passeamos também em um embarcação de dois andares pelo no pantanal. A programação incluía um almoço em uma fazenda na beira do rio Paraguai. Lá, descobri que o mato-grossense gosta de comer a mandioca amarela (gema de ovo), só que fria e ainda meio dura. Outro hábito alimentar é colocar vinagrete sobre as carnes do churrasco.
Meu pai foi transferido para Porto Alegre - RS. Nunca esqueceremos Corumbá.
https://www.google.com/search?q=barat%C3%A3o+do+pantanal&oq=barat%C3%A2o+do+pantanal&aqs=chrome.1.69i57j0i22i30.12720j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8
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