sábado, 27 de março de 2021

Porto Alegre, 1974/1975

 Chegamos em Porto Alegre - RS. Meus pais tinham um apto na rua Tobias da Silva. Apartamento vendido pela Avó Materna, Adda Moreira. Este prédio de 4 andares foi construído a pedido do meu Avô Materno, Raul Moreira. Edifício São Manoel. Está lá até hoje, ao lado do estacionamento do Shopping Moinhos.

Eu tinha 11 anos. Fui matriculada no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, tradicional em Porto Alegre. Reencontrei algumas amigas de infância e primas-irmãs.

Fiz grandes amizades que convivo até hoje. O Colégio é um espetáculo. Aprendi artesanatos, aulas de canto e fiz ótimas excursões. Como já tocava violão e cantava, levava para o ônibus e alegrava a viagem.

Sou filha de um grande piadista e dizem que "Sangue não é água". Herdei este dom divertido e também contava piada nas excursões.

Eu morava perto da Praça Maurício Cardoso, bairro Moinhos de Vento. Uma vez por mês, alguns colegas do CBC (Colégio Bom Conselho), se reuniam para brincar na Praça. O Administrador era o Seu Camelo. Conhecia a minha família Moreira que viveram muitos anos neste Bairro, na rua Félix da Cunha.

Alguns primos-irmãos, estudavam no Colégio Anchieta e se juntavam a nós para brincar na Praça.

Nesta Praça tinham algumas doações da Casa dos meus Avós Maternos. Bancos, chafariz....

Neste ano conheci as "reuniões dançantes", inesquecíveis. Todos se respeitavam. As meninas esperavam os meninos as tirarem para dançar. Usávamos roupas bem femininas, "jardineiras", tamancos, meia-calça e não podia faltar o perfume. 

Fiz uma participação no Colégio Bom Conselho. As freiras (Franciscanas), precisavam alguém para desenhar no "quadro negro". Este desenho apareceu em uma fotografia de toda a turma e foi para a Itália. Todas nós ganhamos uma cópia da foto.

Neste período, minha amada Mãe, Mariazinha, continuou com suas obras de caridade no Hospital Santa Casa. Tocava e cantava para crianças doentes. Depois vim a saber que meu Avô Materno, Dr Raul Moreira, Pediatra, foi um dos pioneiros na abertura deste setor de Pediatria na Santa Casa de Misericórdia.. 

Meus Pais trabalhavam com Retiros da Igreja Católica. Lá, minha Mãe conheceu estes trabalhos de caridade. Sempre desejei fazer o mesmo, achava sensacional esta doação aos irmãos necessitados.

Ela também cantava em Asilos. Algumas vezes eu á acompanhava.

Neste ano, meu Pai, Militar, achou por bem que os filhos soubessem lidar com armas, já que estas se encontravam dentro de nossa casa. Sou a filha mais velha e também a que simpatizou com a ideia. Ele me levava escondido da minha Mãe para me dar instruções no CPOR. O que ele não esperava é que a filha fosse gostar tanto. Eu ficava cobrando quando ele me levaria de novo. Um dia minha Mãe descobriu e não acreditou, ficou uma fera kkkkkkk

Fomos morar em Brasília-DF, lá, continuei pedindo ao meu Pai que continuássemos treinando tiro.

Se não fosse o preconceito da época, poderia ter seguido como esporte na minha vida. Puxei a ele e tenho destreza em manejar com arma.

Enfim, são fases...pensei que não me lembraria mais como atirar se ficasse muitos anos sem treinar. Para minha surpresa, 14 anos depois, tive oportunidade e atirei muito bem.



Um comentário:

  1. É sempre muito bom ouvir tuas histórias e aprender um pouco mais sobre o período em que vivemos vidas singulares!

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